JOANA MARTINS

Pediatra

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COMO EU COMECEI

Tudo começa com uma ambição. E eu, na verdade, queria mesmo ser útil. Ter aquela sensação de arregaçar as mangas e estar do lado da resolução dos problemas. Daí até ter ido para medicina e depois para pediatria foi uma questão mais ou menos aritmética.
Fiz o meu internato médico - o treino para ser pediatra, no Hospital Prof. Fernando Fonseca no período entre 2009 e 2014. Depois, rumei até ao Hospital Divino Espírito Santo em Ponta Delgada, numa aventura enorme que me trouxe tantas e tantas coisas boas. Por fim, de regresso a casa - Lisboa, comecei a minha jornada num hospital exclusivamente pediátrico, antigo, com muitos aspectos desafiantes. Foi no Hospital D. Estefânia que acabei por ficar, primeiro no Serviço de urgência, depois, na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos. 
E agora? Bem, agora quero ter um espaço de abertura e diálogo com crianças e pais. Quero fazer o percurso inverso: do complexo e artificial mundo dos soros, medicamentos e ventiladores, para o mundo da criança , com direito a não usar bata, sentar-me a brincar no chão e ensinar aquilo que sei, como pediatra e como mãe. Sim, porque esta aventura não está completa sem eu explicar que sou mãe de dois, o Sebastião e o Baltazar. E quantas vezes colidi entre ser pediatra e ser mãe? na verdade, todos os dias. Numa dança meio esquizofrénica que é a vida de uma mãe trabalhadora...Por isso, estou aqui deste lado. 
Para tentar ajudar. Claro!

 
 

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  • Joana83jm .

O que é isso da meningite W135?

A meningite aguda é uma doença grave que afecta sobretudo a população pediátrica e o adulto jovem.


Existem diferentes tipos de agentes que podem causar meningite, mas o que estamos a falar é da meningite meningocócica, que é provocada pela bactéria Neisseria meningitidis. Trata-se de um microorganismo que pode colonizar silenciosamente a nasofaringe humana, mas cuja doença invasiva (sépsis e meningite) têm um prognóstico reservado. Existem diferentes serogrupos da N. meningitidis: A, B, C, W135, Y e Z.O Programa Nacional de Vacinação (PNV) contempla a distribuição gratuita da vacina protectora contra o serogrupo C desde 2006 (Men C aos 12 meses). A doença meningocócica invasiva em Portugal tem tido um predomínio do serogrupo B. Este serogrupo é a principal causa de meningite meningocócica nas crianças com menos de 1 ano de idade. Felizmente, esta situação tem sofrido alterações pela introdução da vacina meningocócica tipo B no mercado em 2014. Desde Outubro de 2020 está vacina passou a fazer parte do PNV com o seguinte esquema vacinal: 2 meses, 6 meses e 12 meses. Com a introdução das vacinas menincocócicas C e B em Portugal, o panorama mudou muito ligeiramente e verificou-se um número crescente de casos de meningite ao serogrupo W 135.


Quando falo de um número crescente, tenho que contextualizar, estamos a falar de uma situação bastante rara: falamos de 8 casos em Portugal no ano de 2019. Por isso, sim, o número de casos de meningite ao serogrupo W135 aumentou em Portugal, mas ainda assim, é uma situação rara. Os principais serogrupos responsáveis por meningite menincocócica no primeiro ano de vida continuam a ser o serogrupo B, seguido do serogrupo C. No entanto, gosto sempre de ressalvar, a vacina que é comercializada contra a meningite do serogrupo W135, é uma vacina quádrupla: protege contra os serogrupos A, C. W-135 e Y. E embora transmita uma sensação de segurança por ser pluripotente, a verdade é que, por exemplo, comparando a sua eficácia para o serogrupo C com a Men C do PNV, não é tão imunogénica (isto quer dizer que não desencadeia uma resposta imunitária tão forte).

Daí a recomendação da Direcção Geral de Saúde para reservar esta vacina para os viajantes para zonas do planeta com maior incidência de meningite a serogrupo W135 do que em Portugal, é o caso dos países do continente africano e a Arábia Saudita. Tendo em conta que o serogrupo W135 não é o mais prevalente em Portugal, faz sentido recomendar uma vacina extra-PNV? Gosto sempre de detalhar a história de cada família antes de fazer uma recomendação, mas o aconselhamento que faço poderá ser muito diferente se me dirigir a uma família que vive e trabalha em Portugal ou a uma família de viajantes com um elemento a trabalhar na Arábia Saudita ou mesmo a uma família Angolana, por exemplo. Assim sendo, para efeito de uma resposta mais abrangente, acho que o mais importante é esclarecer os pais dos eventuais benefícios e deixar ao seu critério se pretendem ou não imunizar a criança contra uma doença que tem uma expressão grave mas que é relativamente rara no nosso país.

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