JOANA MARTINS

Pediatra

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COMO EU COMECEI

Tudo começa com uma ambição. E eu, na verdade, queria mesmo ser útil. Ter aquela sensação de arregaçar as mangas e estar do lado da resolução dos problemas. Daí até ter ido para medicina e depois para pediatria foi uma questão mais ou menos aritmética.
Fiz o meu internato médico - o treino para ser pediatra, no Hospital Prof. Fernando Fonseca no período entre 2009 e 2014. Depois, rumei até ao Hospital Divino Espírito Santo em Ponta Delgada, numa aventura enorme que me trouxe tantas e tantas coisas boas. Por fim, de regresso a casa - Lisboa, comecei a minha jornada num hospital exclusivamente pediátrico, antigo, com muitos aspectos desafiantes. Foi no Hospital D. Estefânia que acabei por ficar, primeiro no Serviço de urgência, depois, na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos. 
E agora? Bem, agora quero ter um espaço de abertura e diálogo com crianças e pais. Quero fazer o percurso inverso: do complexo e artificial mundo dos soros, medicamentos e ventiladores, para o mundo da criança , com direito a não usar bata, sentar-me a brincar no chão e ensinar aquilo que sei, como pediatra e como mãe. Sim, porque esta aventura não está completa sem eu explicar que sou mãe de dois, o Sebastião e o Baltazar. E quantas vezes colidi entre ser pediatra e ser mãe? na verdade, todos os dias. Numa dança meio esquizofrénica que é a vida de uma mãe trabalhadora...Por isso, estou aqui deste lado. 
Para tentar ajudar. Claro!

 
 

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  • Joana83jm .

O Inverno, a gripe e o Sars - Cov2



Já todos percebemos que este inverno vai ser duro e a campanha para a vacinação gratuita contra o vírus da gripe está a decorrer desde o início do mês de Outubro. No entanto, até ao momento, quando falávamos em vacinar crianças contra a gripe, falávamos em crianças acima dos 6 meses com factores de risco identificados, nomeadamente os doentes crónicos. A possibilidade de vacinar crianças perfeitamente saudáveis, especialmente no inverno 2020/2021 está relacionada com a suspeita de que será uma época bem difícil, pela circulação concomitante do vírus influenza e do Sars-Cov2. Se em relação ao Sars-Cov2 já percebemos que as crianças são relativamente poupadas e não são o principal veículo do contágio da doença, em relação à gripe sazonal, a realidade é oposta. Não só as crianças têm uma maior taxa de ataque da infecção viral quando comparadas com a restante comunidade, como têm um papel extremamente importante no contágio do agregado familiar e outros contactos próximos. Por outro lado, as crianças abaixo dos 5 anos e especialmente abaixo dos 2 anos, mesmo saudáveis, têm um maior risco de desenvolver sintomas graves com a infecção pelo vírus influenza. O risco de hospitalização é baixo, mas o consumo de recursos de saúde é muito elevado. Agora, que está a decorrer a campanha de vacinação contra o vírus da gripe, gostaria de vos transmitir as recomendações da Academia Americana de Pediatria, que EXCEPCIONALMENTE, este inverno, recomenda a vacinação de todas as crianças com mais de 6 meses. Isto gera alguns problemas práticos: pode não haver vacinas para todos. Estamos a falar de uma vacina que pode ser adquirida nas farmácias comunitárias, mediante prescrição médica e com uma comparticipação de 37%. Existem actualmente dois tipos de vacina (ambas tetravalentes inactivadas), consoante a criança tiver menos ou mais de 3 anos. Por outro lado, se a criança for menor que 8 anos de idade e não tiver registo de 2 vacinas contra a gripe em épocas anteriores, há a necessidade de realizar duas doses, com o intervalo de 4 semanas. Por fim, gostaria de explicar porque é que, nos climas temperados, como em Portugal, o vírus da gripe chega habitualmente no período entre Outubro e Dezembro e porque é que, com o calor que se faz sentir, o vírus da gripe ainda não está em circulação. Desde o império romano que se sabe que a gripe surge no inverno (“influenza di freddo”), no entanto, não tínhamos uma profunda compreensão dos motivos: Será que, por ser inverno, fechamos as janelas ao frio e respiramos mais ar em proximidade uns dos outros, activando o contágio? Será que, por ser inverno, produzimos menos vitamina D e como tal, temos uma alteração do nosso sistema imunitário? Será que, por causa do frio, a temperatura corporal baixa, tornando- nos menos resistentes à infecção viral? Esta última razão não é específica do vírus da gripe e é o motivo pelo qual a febre constitui um mecanismo de defesa inata contra a infecção: ao aumentarmos a temperatura corporal interferimos com a capacidade de replicação de inúmeros vírus e bactérias ( e não só o vírus da gripe). Talvez a ideia de que andamos “mal agasalhados” e que apanhámos uma “pontada de ar” frio, que tantas vezes ouvimos da boca das nossas avós, não esteja assim tão errada!

Felizmente, devido a alguns estudos feitos em porquinhos da índia em 2007, começamos a compreender o porquê desta associação. Curiosamente não é um factor do hospedeiro (ser humano), mas sim um factor do agente infeccioso (o vírus da gripe): a viabilidade das partículas virais parece ser muito maior, mesmo em superfícies inertes, quando a temperatura é mais baixa e a humidade se reduz. Se o clima frio e seco parece ser um factor indiscutível para o risco de transmissão em laboratório, fica então por confirmar porque é que, todos os anos, o vírus da gripe parece chegar a Portugal depois das primeiras chuvadas de Outono. E como há tanto por saber e nos encontramos num momento único da história , nada como tomar medidas preventivas contra a gripe e contra o contágio de outras doenças virais respiratórias no geral e o Sars-Cov2 em particular

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